Blog em recesso devido há organização de novo layout!
Aguardem!
Paolla Milnyczul
quarta-feira, 15 de maio de 2013
terça-feira, 26 de março de 2013
Alma de Artista
Eu sou artista. E artista é rebelde, inventivo. Artista é desassossegado, inquieto. Precisa de ilusão pra acreditar no mundo. Artista sente mais do que pensa, e pensa muito antes de falar alguma coisa. Às vezes é ácido. Muitas vezes sarcástico. Por detrás da doçura, esconde a vida torta. Artista tem alma que dança. Veio ao mundo pra se mostrar. Pra dar a cara à tapa. Pra fazer acelerar o próprio coração!
Artista é sonhador, louco, poeta, às vezes meio bobos, vivemos com a cabeça na lua. Artista só sabe rir se for pra valer, e chorar se forem rios de lágrimas. E voar. E se deixar, vai sem fim, no universo, sem parar. Não temos freio. Não temos limites. Nunca sabemos quando parar nem aonde ir. Por isso, precisamos de contrapeso. Precisamos de pés no chão. Precisamos da realidade pra fugir da verdade que vai no nosso coração. Artista tem asas que só ele sabe ver. (Somos desafio.).
A gente faz ficção inspirado na realidade de uma vida que nunca vivemos. Não esperamos ser entendidos, aceitos e respeitados somente. Cada qual tem seu contrapeso. Alguns na família, Outros no trabalho. E alguns o acham no amor. O contrapeso da minha arte está bem ali, pertinho de mim, com olhos travessos que brilham. Brilham e me dão sorrisos. Tá ali, sentado no sofá, vendo televisão – e o que mais seria se não o noticiário? –, com o controle nas mãos, a almofada servindo de travesseiro, o autocontrole na vida, muito amor no coração, e um mundo inteiro de sonhos que ele não diz. Meu contrapeso vive no meu coração, e tem lugar cativo, é o meu rei. Rei que pinta, borda e me faz enlouquecer ainda mais essa alma sem rumo nem freios.
Artista consegue entender o mundo, mas não a si próprio porque, afinal, quem consegue entender o próprio coração? Eu sou meu palco e a minha plateia. Sou artista que não aprendeu a atuar. Me visto de palavras e sofro a alegria, a dor e o prazer de virar poesia.
Alma de artista é perdição, meu bem. Perdição pra quem tem. Perdição pra quem tenta entender.
Paolla Milnyczul
“Não me enquadro nos padrões normais do sentir. Me espalho fácil, desde que encontre canais que me levem para os tubos de ensaios da alma.” – Ju Fuzetto
Conteúdo protegido por Direitos Autorais.
Marcadores:
Prosa
| Reações: |
sexta-feira, 22 de março de 2013
Redes sociais. (Ou 'Faceboom'?)
Analisando friamente as redes sociais. Nelas ou as pessoas tem vidas lindas e maravilhosas, ou elas reclamam de tudo. Ou são felizes demais ou tristes demais. Quem usa Instagram tem celular fodástico. Quem não usa tem celular meia boca (Alôw nem todo mundo gosta de Instagram!). Ou são 100% emotivas ou 100% racionais. Ou são polêmicas ou não tem opinião. Sempre são intensas. Sempre estão sorridentes nas fotos. Sempre mostram suas viagens e festas. Sempre dão check-in em lugares badalados. E mostram o que estão comendo! (Ah, o Instagram!). Mas não mostram a arrumação da mala. Não mostram seus momentos de tristeza. Não mostram o stress com o chefe, com o trabalho, com a vida, com o namorado, marido, esposa, etc. Não mostram a insatisfação em estar solteiro. Ou em estar na profissão errada. Não se recolhem quando não estão bem. Tristeza? Em rede social é coisa se gente fraca, chata, que não merece atenção.
Lá é assim: quem namora ou é casado ama demais, e publicações de amor eterno aparecem bombando por aí. Assim como as de 'ah ela tem inveja de mim'. (Me poupe!) Observo e faço parte de várias redes sociais há anos. Nelas a gente se abre demais pra gente demais. Misturamos vida pessoal com profissional. Misturamos tudo demais o tempo todo, nos abrimos pra todo mundo, queremos mostrar porque viemos ao mundo. Eu as uso há anos e tenho um certo vício em uma em especial - que estou querendo (e tentando) conter!
Rede social agora virou avaliação de popularidade. Da vida pessoal. E profissional. Antes, era um lugar pra bater um papo com os amigo, ficar sabendo das novidades, e tchau! Agora virou sinônimo de incômodo pra quem não usa. E, pior, o treco vicia!
Era pra ser rede social. Virou 'Faceboom'. Mas o que está bombando tanto assim? Bem, há bombas em relacionamentos. Na vida pessoal. E na profissional. Há bombas na autoestima. Bombas na escola ou faculdade. Bombas, bombas e bombas. Era Facebook. Em inglês, 'livro de rosto'. Em bom português, vício e frustração.
Virou 'Faceboom'. De bombas mesmo.
Paolla Milnyczul
Marcadores:
Crônicas
| Reações: |
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
A Favor de Mais Tons!
A voz rouca de Paulo Ricardo me atravessa e invade como um raio, cantando uma música que nada tem a ver com a minha vida neste momento, e mesmo assim eu deliro e me vejo dentro dela, sinto todo o sentimento contido, me sinto na canção, e tudo me atormenta e ensandece. O raio que é a música que ele canta me deixa quase em prantos e a alma chora por dentro como se nunca houvesse chorado na vida. Vivo alguns minutos de uma nostalgia que nunca senti e fico imaginando de onde vem tanto sentimento, e esse sentimento me invade e questiona. Alguns minutos, e eu me vejo num mundo alternativo, de outra pessoa, num outro momento, numa outra situação, numa outra história, mas sentindo com a mesma intensidade. Uma música que transmite um sentimento profundo e insano. Uma voz que invade e arrasa.
Continuo escrevendo e agora, ah, agora é Cazuza. Ah, Cazuza e as suas frases perfeitas. Cazuza, que canta uma canção leve e nada sombria, mas sensual e intrigante. Uma canção que muitos conhecem, poucos cantam, e muito poucos conseguem ver com toda a sua beleza e todas as suas entrelinhas. A voz no tom certo com certa rouquidão, o sentimento transmitido na música, rimas inteligentes que intrigam. Uma emoção e um erotismo que me invadem e arrepiam no fim de tarde perfeito.
Ah, que me desculpem os “cinquenta tons”, sejam eles de cinza, de liberdade e até os mais escuros, nada contra eles, mas erótica mesmo é a música que se apropria da sua alma liberta. Nem que seja por alguns minutos. A música transmite tanta emoção que é como se todas as notas, todos os tons, todas as pausas e entremeios fossem palpáveis. E você se vê em outro mundo e em uma outra época, uma época e um mundo em que você não viveu nem vive. Mas vive.
Música boa de verdade ensandece e estremece a alma. No tom certo, canta a sua vida sem querer nem saber.
Hoje escrevo a favor de menos tons de cinza e mais tons musicais.
Paolla Milnyczul
Conteúdo protegido por Direitos Autorais.
Marcadores:
Prosa
| Reações: |
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Vazão
Hoje escrevo como se não houvesse amanhã, pois o hoje é milagre, o mundo vive dias cruéis, e a vida anda cada vez mais rara. Hoje é caminho sem volta. Não irá se repetir amanhã. Cada passo uma hora, cada hora, uma história. Entre passos, momentos que irão ficar na memória. (Ou não).
Trilho meu caminho com cheiro de terra molhada remexida numa manhã de quinta-feira de sol e calor, uma brisa morna e nada fresca, mas olho lá fora e o dia me sorri feliz, a claridade entra pela janela e traz consigo o otimismo e me inunda de calmaria e vontade de viver. Plantado no coração, trago – e levo – comigo amor, ternura e bem querer. Na vida, leveza, prosa e poesia.
O mundo gira indo de encontro ao infindável e me leva com ele nesse mar de emoção e razão, dando vazão a sentimentos (vãos?) batendo juntos num só coração que, a cada dia, se agiganta mais.
Não tenho a noção das horas. A vida anda muito bonita para seguir relógios.
Paolla Milnyczul
“Eu sou, antes de tudo, uma mulher que nunca deixou de sonhar. De brincar. De sorrir. Uma menina que aprendeu a enfrentar o mundo de salto alto, mas com a alma leve. De leveza mesmo.” – Bibiana Benites
Conteúdo protegido por Direitos Autorais.
Marcadores:
Prosa
| Reações: |
Assinar:
Postagens (Atom)




