terça-feira, 24 de junho de 2014

Vem aí!


Paz




Fiz meditação e autoavaliação. Das atitudes. Dos erros. Dos acertos também. Do que e de quem me faz bem. E quem não faz. E fui me esvaziando de gente que não quer nada com a vida, sabe? Que me aperta sem me abraçar. Aí eu aprendi. Minha paz quem faz sou eu e quem tira sou eu. O resto é poeira e orgulho.

Paolla Milnyczul


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sexta-feira, 28 de março de 2014

Porque Não Há Poesia Nenhuma Em Lágrimas

Hoje é a primeira vez que pego no meu notebook em semanas (ou dias?!). Os dias se fundem em semanas que se fundem em meses que irão se fundir em anos enquanto toda a vida passa depressa demais para que eu possa colocar vírgulas onde não há precisão. Os dias-semanas-meses me tornam cada vez mais consciente do fato de que há coisas que só as mães sabem. Pois mais ninguém vai ouvir certas coisas nem falar certas coisas, como somente uma mãe pode fazer, e eu agora não tenho mais a quem recorrer nestas questões, nem que seja para ouvir o contrário do que eu penso em alguma questão, então tenho que descobrir sozinha coisas que nem como começar a pensar em fazer - ou pensar em pensar.
Sinto uma falta tremenda e parece que tudo parou. Daquele momento em diante, a minha vida parou. Ainda estou em fevereiro. Minha cabeça ficou lá,  no mês passado, marcada no dia 11 de fevereiro, às 16:25h, e naquele exato momento, alguma coisa ligou (ou desligou) dentro de mim e não voltou ao normal. A partir daquele dia um pedaço de mim se foi, se estilhaçou, voou em direção ao nada, em direção a uma eternidade de lembranças e algumas fotos, enquanto ainda houver alguém que se lembre. Perdi a noção das horas, dos dias, dos meses, das datas. (Minha cabeça voou, estou abstrata de mim.). 
Enquanto alguns falam que o que aconteceu foi a vontade de deus, e outros falam que foi melhor assim do que do jeito que as coisas estavam, eu travo uma batalha dentro de mim tentando entender porque. 
E ter consciência disso me deixa mais confusa porque eu vejo o quanto estou confusa, e em como as coisas se fundem na minha cabeça, assim como o tempo se funde com o tempo, e tudo que há dentro de mim explode como um tiro de doze numa melancia pequena. Às vezes me pego sem ar. Às vezes me pego de cabeça vazia, às vezes muda, e às vezes meio surda ao barulho alheio. Às vezes me pego querendo chorar sem conseguir, em outras choro sem ninguém ver porque meu choro é particular e é meu. 
Porque não há poesia nenhuma em lágrimas. 

Paolla Milnyczul 

quarta-feira, 12 de março de 2014

Gente Que Salva

Tenho andado surpreendida. Cada vez mais vejo que tá faltando gentileza. Tão difícil hoje em dia encontrar pessoas gentis, com brilho no olhar, doçura no coração, a mão sempre estendida, na dor ou na alegria. Tão difícil encontrar quem não olhe somente para o próprio umbigo, que não invente mentiras nas quais acredita como se fossem verdades fenomenais. Parece que o mundo virou do avesso, e que agora ele é dos egoístas, dos cheios de si, dos narcisistas, dos que sabem a vida alheia e não guardam segredos, dos que apontam e riem, dos que tem sua verdade acima de tudo e vivem com o dedo em riste blasfemando o outro sem saber. 
O que me conforta nesse mundo imediatista é saber que somente PARECE ser isso, mas não é. Ainda existe muita gente bonita por fora e indescritível por dentro, que estende a mão, que consola mesmo de longe, que faz tudo virar amor, carinho e bem querer. Pessoas que dão a volta por cima sem ter que passar por cima de ninguém, que seguram o riso no rosto mesmo nas horas mais difíceis, que não quer saber de blasfêmias sobre a vida alheia, que aconselha para o bem, que fala 'estou sempre aqui' - e está! -, que possuem educação e bom senso, que defende os amigos. Gente de coração gentil que não olha somente para si mesmo, que não tem medo de parecer fraco em momentos difíceis. Gente que te salva sem pedir nada em troca, só um sorriso, um abraço, uma demonstração de coragem. 
O mundo está cheio de corações bonitos em rostos cheios de lágrimas, e de corações cor de carvão nos rostos mais lindos e sorrisos mais brilhantes. Cada qual escolhe o seu. Eu escolho a lágrima, pois ela salva: salva quem a possui, e salva quem a consola. 

Eu tenho sido salva diariamente por anjos. 

Paolla Milnyczul

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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Viver. Lutar.


A vida exige muito.
Por ela, a gente tem que lutar:
Lutar pelo que se tem;
Lutar pelo que se quer. 
Porque a vida passa rápido demais,
E tudo anda a passos largos. 
O tempo urge,
A luta continua. 
E lutar às vezes significa deixar estar. 
Vida é luta. 
Luta é vida.
Vida é tudo.

Paolla Milnyczul

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