quarta-feira, 22 de julho de 2015

Não Ter, Não Ser, Não Sentir...



Eu quero não ter que ouvir palavras de baixo calão quando passo na rua.
Eu quero não ser perseguida por olhares insistentes e insinuantes de homens que não me conhecem.
Eu quero não ser olhada de cima a baixo, mesmo que discretamente.
Eu quero não sentir raiva, receio ou temor quando saio na rua.
Eu quero não ser perguntada porque ando de cara fechada na rua - e ter que explicar.
Eu quero não ter medo quando estou sozinha numa rua qualquer e os pelos da minha nuca se eriçam.
Eu quero não ter que andar-correndo quando há um homem andando atrás de mim.
Eu quero não ter que pesquisar onde se compra spray de pimenta.
Eu quero ter o meu "NÃO" entendido.
Eu quero não ter que ser respeitada pelo tamanho da minha saia.
Eu quero poder ir aonde eu quiser, sem receio ou pudor.
Eu quero ser a dona do meu próprio corpo, e fazer dele o que eu bem entender, sem ser julgada por isso.
Eu quero, Cris quer, Juliana também, Luciana idem. As mulheres querem.
Não sou só eu. Somos todas nós.
E queremos o que é nosso por direito: respeito.

Paolla Milnyczul

terça-feira, 14 de julho de 2015

Overdose



Cheguei à uma conclusão: eu não sei falar de amor. Sou um pouco seca, às vezes direta mais do que o necessário, com direito à toques de melancolia. Tenho aquela frieza fresca e meio morna de quem observa demais. 
E gosto de ser assim, sabe? Porque essa sou eu, e eu me aceito e me amo. 
Apesar de, sou sensível a vou da calma ao furacão em segundos. E, apesar de não parecer, sou reservada. Falo muito de mim, esboço minhas opiniões, exponho meus pensamentos à quem quiser ouvir, ou ler; mas isso não expressa nem 1% de quem realmente sou.
Mostro-me despida de tudo somente a quem sabe me ter por inteira, sem entrar em overdose.

Paolla Milnyczul

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Dúvidas Apaixonantes



"Crer é muito monótono, a duvida é apaixonante." 
(Oscar Wilde)

Lendo esta frase, de um autor e escritor que admiro o trabalho, penso então que talvez eu seja normal na minha anormalidade exacerbada de não crer tanto em coisa alguma. O Universo assim me fez - e assim me mantém: teimosa, resistente, meio inflexível, indecisa porém certa em minhas convicções e quase nada influenciável. 
Creio tao somente nas regras universais do Universo. Parece pouco mas o meu pouco é muito. Creio em energia, que a gente dá o que recebe; que a gente recebe aquilo que emitiu.
É, talvez eu seja normal, mesmo não sendo tão óbvia assim.

Sou uma mulher de dúvidas apaixonantes.

Paolla Milnyczul 

sábado, 13 de junho de 2015

Sobre o Livro...




Como eu disse, sim, teve livro. E ele chegou! 
Crônicas, prosa, poemas e poesias. 
Estou realizando uma pré-venda antes do lançamento, que será provavelmente no começo de Julho!
Interessados, favor tratar inbox no Facebook, ou mandar e-mail para paollagsmil@gmail.com, que eu passo as coordenadas!!
Também está à venda pelo site da Editora Deuses

Beijo meu, 

Paolla Milnyczul

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Perdição



O olhar dela é como um chicote. Fere profundamente. Afasta quem ela não quer que se aproxime. Ao mesmo tempo, tem um profundo tom de melancolia e mágoa. Como o cair da tarde de Outono. Quando alguém tenta se aproximar, o olhar açoita com força e sem dó. Faz um corte profundo e tenso na alma. Ela é o tudo e o nada. Sofre calada, enclausurada. Sozinha. Afasta os outros para que não sintam como ela se sente: solitária, triste, fina, esticada. Ela sente muito tudo. Essa é a sua perdição.

Ela não sabe, mas trava uma batalha dentro de si.

Paolla Milnyczul